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VÍDEO com o psicólogo Raul Damasceno
A Associação Brasileira de Psiquiatria
- ABP, criou uma campanha contra a Psicofobia, que é o preconceito
contra os portadores de Transtornos Mentais. A palavra foi criada
em parceria com o mestre do humor brasileiro Chico Anysio, que tratava da
Depressão há 24 anos e fez questão de gravar um depoimento para ABP contando a
sua história e falando sobre a importância do tratamento psiquiátrico, e
segundo ele “se não fosse o tratamento psiquiátrico, não teria feito nem 20% do
que fiz em minha vida”. Chico chamou atenção para a falta de um nome para
descrever esse preconceito, assim como existe para Homofobia e Racismo. E foi
uma ideia de gênio, como todas as que ele tinha. Ficou estabelecido o dia 12 de
abril como Dia Nacional de Enfrentamento à Psicobofia.
Hoje, a Psicofobia é uma campanha de
muito sucesso e já recebeu apoio de muitas personalidades como o locutor
esportivo Luciano do Valle, o ator Reynaldo Gianecchini, a atriz Bárbara Paz, o
jornalista e escritor Ruy Castro, a atriz Luiza Tomé, os ex- esportistas
Romário, Ronaldinho Gaúcho, Felipão, o tenista Guga, o pugilista Popó, e muitos
outros. Vale lembrar que todos eles apoiam a campanha sem cobrar nada,
simplesmente conheceram a campanha e entenderam a importância da causa. Por
isso agradecemos muito ao Chico Anysio por ter sido a força motriz de todo esse
processo.
Além dos famosos, a sociedade está
participando ativamente da nossa campanha. Divulgamos em nossas redes sociais
fotos de pessoas do mundo inteiro, que nos apoiam, se declarando contra a
Psicofobia. Durante esse período temos recebido e-mails e mensagens de pessoas
que sofrem com a Psicofobia agradecendo pelo nosso trabalho e a nossa campanha,
e as histórias vão aumentando em nossas caixas e a nossa certeza que estamos
seguindo o caminho correto. Tudo isso é por eles.
Está tramitando no Senado Federal o PLS nº 74, de 2014,
de autoria do Senador Paulo Davim, que torna a Psicofobia (atitudes
preconceituosas e discriminatórias contra os deficientes e os portadores
transtornos mentais) um crime, assim como é a Homofobia e o Racismo. Nós
pretendemos com isso divulgar que existe o preconceito, que até então era
desconhecido, e que devemos combatê-lo para ajudar 50 milhões de portadores de
transtornos mentais que sofrem preconceito só no Brasil.
FONTE: https://www.psicofobia.com.br/
O Janeiro Branco
é uma campanha ao estilo da Campanha Outubro Rosa e da Campanha Novembro
Azul.
O seu objetivo é
chamar a atenção da humanidade para as questões e necessidades relacionadas à
Saúde Mental e Emocional das pessoas e das instituições humanas.
Uma humanidade
mais saudável pressupõe um cultura da Saúde Mental no mundo!
Por que Janeiro
Branco?
Porque, no
primeiro mês do ano, em termos simbólicos e culturais, as pessoas estão mais
propensas a pensarem em suas vidas, em suas relações sociais, em suas condições
de existência, em suas emoções e em seus sentidos existenciais.
E, como em
uma “folha ou em uma tela em branco”, todas as pessoas podem ser
inspiradas a escreverem ou a reescreverem as suas próprias histórias de vida.
O que o Janeiro
Branco realiza?
O Janeiro Branco
promove palestras, palestras-relâmpago, oficinas, cursos, workshops, entrevistas
midiáticas, caminhadas, rodas de conversa e abordagem de pessoas em todos os
lugares nos quais as pessoas se encontram: ruas, praças, igrejas,
empresas, residências, academias, shoppings, hospitais, prefeituras etc. Em
janeiro de 2021, por causa da pandemia do Covid-19, a Campanha tem priorizado
espaços abertos e meios online. Entre em contato!
O Transtorno
Afetivo Bipolar é uma doença que caracteriza-se por episódios repetidos, nos
quais o humor e os níveis de atividade do paciente estão significativamente
perturbados. Esta alteração consiste em algumas ocasiões, de uma elevação do
humor e aumento de energia e atividade (mania ou hipomania) e em outras de um
rebaixamento do humor e diminuição de energia e atividade (depressão).
Afeta cerca de
1,6% da população geral. A frequência entre homens e mulheres é semelhante, a
idade de início é de 20 a 40 anos. Os episódios maníacos geralmente começam
abruptamente e duram entre 2 semanas e 4-5 meses. Os episódios depressivos
tendem a durar mais tempo, em média 6 meses, raramente mais de um ano.
Após o primeiro
episódio, há um risco de aproximadamente 90% de o paciente ter outro episódio
em algum momento de sua vida. Dentre aqueles pacientes que apresentam um
episódio depressivo, há uma chance de 5 a 15% de que sejam efetivamente
bipolares.
Causas:
1. Existe um
componente Genético
2. Alterações
cerebrais associadas a desequilíbrio de substancias intracelulares envolvidas
na regulação de neurotransmissores (dopamina, noradrenalina e serotonina)
3. Alterações
súbitas na estrutura ou na função de áreas cerebrais que participam da
regulação do humor
Sintomas:
Nos episódios
maníacos ocorre euforia, aceleração psíquica, irritação que pode levar a
agressividade verbal e/ou física. Aumento de energia e redução da necessidade
de sono. O pensamento é acelerado com aumento do fluxo de ideias, não consegue
falar tudo que vem a mente ao mesmo tempo, não consegue manter a atenção em um
único foco, faz várias coisa ao mesmo tempo e não consegue terminar. Os
sentimentos podem ser de alegria exagerada e grande euforia ou agitação.
Autoconfiança e otimismo extremos, sentimento de poder, influencia,
inteligência e riqueza. Aumento da libido. Pode achar-se imbuído de poderes ou
dons especiais.
Nos episódios
hipomaníacos os sintomas são menos severos. O grau de aceleração é menor, o
aumento de energia pode ser produtiva, porém a pessoa se dispersa e perde mais
tempo com detalhes.
Os episódios
depressivos são caracterizados por tristeza, apatia, desanimo e falta de
prazer. Lentificação física e psíquica, com dificuldade de concentração levando
a um raciocínio lento. O pensamento é pessimista, tem preocupações negativas,
sentimento de culpa e inutilidade. O sono pode estar diminuído ou aumentado.
Pensamentos de morte podem levar ao suicídio.
Qual a
importância do apoio familiar ?
A família e o
paciente necessitam de apoio e psicoeducação para entender o transtorno
bipolar.
As Medidas
psicoeducacionais tem como objetivo dotar o paciente e familiares de
conhecimentos teóricos e práticos para compreender e lidar com a doença e suas
consequências.
1.É importante
saber as características da doença, os altos níveis de recorrência e a sua
condição de cronicidade
2.Saber sobre
possíveis fatores desencadeantes e ajudar o paciente a encontrar os seus
próprios
3.Esclarecer
sobre os medicamentos enfatizando vantagens do uso e possíveis efeitos colaterais
4.Detecção
precoce dos sintomas como necessidade diminuída de sono, pensamento rápido e
hiperatividade
5.Riscos de uso
de drogas ilícitas
6.Orientar
alimentação saudável e atividade física
7.Orientar
quanto ao tratamento na Gravidez
8.Alertar sobre
Risco de suicídio
9.Aprender a
lidar com o estigma da doença
Qual o
tratamento disponível no SUS e como conseguir os medicamentos?
O tratamento é
medicamentoso e psicoterápico. A medicação mais utilizadas são os
estabilizadores do humor especialmente o Carbonato de lítio que é dispensado na
rede pública de saúde
O que fazer em
caso de uma crise? Como agir para ajudar outra pessoa em caso de crise?
Procurar
atendimento médico para avaliação e tratamento. Em casos de depressão grave com
risco de vida, deve-se levar ao pronto socorro. Na mania e na hipomania é
preciso convencer o paciente a tomar a medicação. Caso ele recuse deverá ser
avaliado uso de medicação injetável e possível internação para estabilização do
quadro.
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