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terça-feira, 12 de janeiro de 2021

Janeiro Branco

 

O Janeiro Branco é uma campanha ao estilo da Campanha Outubro Rosa e da Campanha Novembro Azul.

O seu objetivo é chamar a atenção da humanidade para as questões e necessidades relacionadas à Saúde Mental e Emocional das pessoas e das instituições humanas.

Uma humanidade mais saudável pressupõe um cultura da Saúde Mental no mundo!

Por que Janeiro Branco?

Porque, no primeiro mês do ano, em termos simbólicos e culturais, as pessoas estão mais propensas a pensarem em suas vidas, em suas relações sociais, em suas condições de existência, em suas emoções e em seus sentidos existenciais.

E, como em uma “folha ou em uma tela em branco”, todas as pessoas podem ser inspiradas a escreverem ou a reescreverem as suas próprias histórias de vida.

O que o Janeiro Branco realiza?

O Janeiro Branco promove palestras, palestras-relâmpago, oficinas, cursos, workshops, entrevistas midiáticas, caminhadas, rodas de conversa e abordagem de pessoas em todos os lugares nos quais as pessoas  se encontram: ruas, praças, igrejas, empresas, residências, academias, shoppings, hospitais, prefeituras etc. Em janeiro de 2021, por causa da pandemia do Covid-19, a Campanha tem priorizado espaços abertos e meios online. Entre em contato!

 Janeiro Branco

domingo, 5 de abril de 2020

Bipolaridade e diagnóstico diferencial



Não é fácil identificar logo a depressão bipolar quando esta se inicia. Os sintomas muitas vezes parecem problemas separados, pelo que dificilmente são reconhecidos como fazendo parte de um problema mais vasto.
Embora por vezes a depressão se apresente com manifestações muito fortes e evidentes, são muito frequentes as manifestações mais moderadas que podem passar despercebidas e que tornam o diagnóstico de bipolaridade num dos mais difíceis e complexos em saúde mental.
Apesar do interesse crescente no transtorno bipolar e do número cada vez maior de pesquisas quer em nível do diagnóstico, da neurobiologia, da epidemiologia e do próprio tratamento, o transtorno bipolar continua a ser tardiamente diagnosticado e inadequadamente tratado. Estima-se que apenas 1 em cada 4 casos sejam diagnosticados.
O transtorno bipolar apresenta sintomas comuns a outras patologias psiquiátricas, o que torna a tarefa difícil. O próprio desenvolvimento do transtorno pode, por vezes, induzir em erro – podemos por exemplo, ter de esperar alguns anos antes de surgir um episódio de mania, pelo que na ausência deste se fará um diagnóstico de depressão unipolar e não, de bipolaridade. Somente nos últimos anos, se tem reconhecido a importância dos quadros de “hipomania” (quadros de mania mitigada, que não se apresentam com a gravidade dos quadros de mania propriamente dita).
De referir ainda que tanto os pacientes como os familiares podem considerar a hipomania como normal, e como tal não a valorizam, confundindo-a.
Em termos de diagnóstico podemos dizer que a mania é o episódio mais característico, sendo também aquele que mais resulta em internamentos agudos em virtude das graves mudanças de comportamento e conduta que provoca. A hipomania – a sua forma mais leve, era praticamente desconhecida pela maioria dos clínicos até pouco tempo, sendo confundida com a normalidade, ou seja, com os traços de personalidade do indivíduo.
A diferenciação entre a depressão bipolar e a depressão unipolar, especialmente quando é recorrente, pode não ser fácil. Há de salientar, contudo, que a diferenciação entre ambas é fundamental, em virtude do tratamento da depressão bipolar incluir necessariamente o uso de estabilizadores de humor, pelo risco de viragem para a fase de mania e da possível intervenção no curso e prognóstico da doença.


ERRATA:  1 - Fizemos a substituição do termo "distúrbio", por depressão ou transtorno.
                 2 - Também foram realizados alguns ajustes ortográficos.

Ter Transtorno Bipolar...



É odiar quem você ama
Maltratá-lo tanto... E se arrepender tão amargamente, como o veneno de uma serpente.

É não saber quem você é, o que realmente quer,
Mesmo que o mundo todo te disser...

É ser tão sábio e tão tolo tão igualmente
Que facilmente o pratica mentalmente.

É não dormir, só dormir
Sorrir e te fazer sorrir.

Se iludir e te persuadir sem você ao menos interferir,
Te ferir e me ferir...

Chorar até as lágrimas secarem
Acordar como se fosse "dono dos sete mares"
É estar bêbada sem frequentar bares...

É ver meus neurônios torrando
É sentir me afogando
E estar só boiando.

É pensar primeiro
Acordar por último
E se sentir sempre um inútil.

Sentir que a solidão habita em você,
Que com você esta todo o poder,
De só querer e acontecer...

É pensar que nunca posso te perder
Pois sem você eu posso perecer.

É ter uma mente tão grande que não cabe no corpo.

Olhar pro teu rosto,
E sentir aquele mesmo gosto
Do desgosto do mês de agosto.

É ser extremamente inteligente... Coerente
Ser tão indiscreto que chega a ser indecente
Ser tão elegante que te deixa ofegante.

É te matar de inveja,
Igual quando o céu troveja,
E atrapalha quem veleja.

É ser tão carente,
Que sem perceber de repente,
Acabo me achegando a “Dementes”.

É ser tão ausente
Até ser transparente...

É não ter nenhuma confidente,
Para dizer que estou
Extremamente doente.



Tratamento TAB


Para a pessoa com TAB (Transtorno Afetivo Bipolar), é necessário que haja um autoconhecimento e o conhecimento do TAB. E, isso só é possível, quando seguimos o tratamento e buscamos conhecer o TAB de forma verdadeira e o melhor possível. Procurei livros escritos por psiquiatra, o qual destaco UMA MENTE INQUIETA de KAY REDFIELD JAMISON, cuja narrativa descreve  toda a sua luta no conhecimento da bipolaridade, como seu autoconhecimento enquanto psicóloga/psiquiatra e como pessoa com bipolaridade. Uma narrativa linda, sofrida e permeada de descobertas. Sua importante contribuição nas pesquisas do lítio e suas estratégias ao criar um ambulatório para a patologia, dentro de uma importante universidade. Simplesmente, imperdível. Os artigos científicos e blogs médicos, também ajudam de forma imensurável.


sábado, 4 de abril de 2020

30 de março - Dia Mundial do Transtorno Bipolar





🙃☹😊
Dia Mundial do Transtorno Bipolar
☹🙃
A data é celebrada no dia do aniversário do pintor holandês Vincent Van Gogh, que foi diagnosticado, postumamente, como provável portador do transtorno. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o transtorno afetivo bipolar atinge atualmente cerca de 140 milhões de pessoas no mundo e é considerada uma das principais causas de incapacidade. 
O objetivo da celebração é chamar a atenção mundial para os transtornos bipolares, eliminar o estigma social e levar informação à população, educando e sensibilizando para a doença, que representa um desafio significativo para pacientes, profissionais de saúde, familiares e comunidade.
A causa exata do transtorno afetivo bipolar é desconhecida. No entanto, estudos sugerem que o problema pode estar associado a alterações em certas áreas do cérebro e nos níveis de vários neurotransmissores, como noradrenalina e serotonina. Esse desequilíbrio reflete uma base genética ou hereditária para o transtorno, que tem como principais características episódios depressivos alternados com episódios de euforia (também chamada de mania ou hipomania, dependendo da intensidade e da duração) e casos em que há uma mescla dos episódios depressivos com os de euforia.

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Quem é a Autora do Blog na Saúde Mental?


Olá!
Eu sou Rebecca. Tudo bem?
Tenho mais de 20 anos e menos de 100... (risos) e poderia ser qualquer um de vocês. 
Nasci em uma família de grandes dificuldades financeiras e no meio de cinco irmãos. Sempre estudei em escola pública. Fiz faculdade pública, especialização (nove) e mestrado público. Meu pai sempre teve esse orgulho: formou filhos.
Mas para mim, tudo foi muito difícil. Eu era inquieta, briguenta, birrenta. Vez ou outra ia parar na direção ou chamavam minha mãe. Apanhar? Qual dia não acontecia? Ter nota DEZ ou próximo a isso, não satisfazia. Eu brigava até com os meninos. "Matava" aula. Escolhia as aulas que eu queria assistir. 
Fui "convidada" a sair de casa por não ser mais virgem, ainda na adolescência (um parente me acolheu). Logo depois, passei no vestibular e casei.
Então descobri que eu era HIPERATIVA. Isso justificava e explicava muita coisa. Mas à época, a compreensão e aceitação era mínima.
Passados alguns anos, me diagnosticaram com bipolaridade. Fugi do médico como o diabo foge da cruz. Jamais aceitaria esse diagnóstico.
Mais algum tempo passou-se, e o diagnóstico veio assombrar-me uma outra vez com outro médico.
Agora, já passaram-se cerca de 15 anos do primeiro diagnóstico. E outra vez, um médico me diz o mesmo, BIPOLARIDADE. Desta vez, eu não tinha como fugir. Eu não poderia estar certa e estes três médicos errados. 
Discutimos algumas coisas e fui refletir. Fiz uma espécie de linha do tempo, onde eu registrei pontos importantes da minha vida e a forma como lidei com acontecimentos e minhas reações. Voltei ao médico e discutimos os registros, o tratamento e minha mudança de vida.
Nunca aceitei ser chamada de "bipolar". Não sou. Eu TENHO. Não nasci Rebecca. Eu me tornei Rebecca. EU TENHO bipolaridade. É uma condição à minha imposta.
Uma coisa que não registrei nesse meu percurso, foi que atentei contra a minha vida em várias fases. E a primeira, eu tinha apenas 12 anos...
Então para iniciarmos o tratamento, vamos ao medicamento e a longa trajetória de acertos e erros nas dosagens, até conseguirmos equilibrar e estabilizar. Mas não é apenas isso. A terapia semanal precisa estar presente. A atividade física é mais que necessária. Sem ela, com apenas a medicação, não conseguimos. E o PRINCIPAL de todo esse conjunto: QUERER. Há dias que é super difícil levantar. TENTE. Você consegue. É apenas o PRIMEIRO passo.
Há pessoas que não nos querem ver bem e que não nos ajudarão. Isto acontece com QUALQUER pessoa. Inclusive quem não tem o nosso ADOECIMENTO. 

Pense assim: DANE-SE! (embora eu prefira o FODA-SE!)
É libertador!! E como é...

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

O que é saúde mental?



A maior parte das pessoas, quando ouvem falar em “Saúde Mental” pensam em “Doença Mental”. Mas, a saúde mental implica muito mais que a ausência de doenças mentais.
Pessoas mentalmente saudáveis compreendem que ninguém é perfeito, que todos possuem limites e que não se pode ser tudo para todos. Elas vivenciam diariamente uma série de emoções como alegria, amor, satisfação, tristeza, raiva e frustração. São capazes de enfrentar os desafios e as mudanças da vida cotidiana com equilíbrio e sabem procurar ajuda quando têm dificuldade em lidar com conflitos, perturbações, traumas ou transições importantes nos diferentes ciclos da vida.
A Saúde Mental de uma pessoa está relacionada à forma como ela reage às exigências da vida e ao modo como harmoniza seus desejos, capacidades, ambições, ideias e emoções.

TER SAÚDE MENTAL É...

- Estar bem consigo mesmo e com os outros;
- Aceitar as exigências da vida;
- Saber lidar com as boas emoções e também com aquelas desagradáveis, mas que fazem parte da vida;
- Reconhecer seus limites e buscar ajuda quando necessário;

LEMBRE-SE

Todas as pessoas podem apresentar sinais de sofrimento psíquico em alguma fase da vida.

PARA MANTER SUA SAÚDE MENTAL EM DIA...

- Mantenha sentimentos positivos consigo, com os outros e com a vida;
- Aceite-se e às outras pessoas com suas qualidades e limitações;
- Evite consumo de álcool, cigarro e medicamentos sem prescrição médica
- Não use drogas;
- Pratique sexo seguro;
- Reserve tempo em sua vida para o lazer, a convivência com os amigos e com a família;
- Mantenha bons hábitos alimentares, durma bem e pratique atividades físicas regularmente.




Retirado do site: http://www.saude.pr.gov.br/
Divisão de Saúde Mental