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sábado, 23 de janeiro de 2021

O que é Transtorno Afetivo Bipolar?

Clique AQUI para assistir ao VÍDEO 

VÍDEO com o psicólogo Raul Damasceno


PSICOFOBIA


A Associação Brasileira de Psiquiatria - ABP, criou uma campanha contra a Psicofobia, que é o preconceito contra os portadores de Transtornos Mentais. A palavra foi criada em parceria com o mestre do humor brasileiro Chico Anysio, que tratava da Depressão há 24 anos e fez questão de gravar um depoimento para ABP contando a sua história e falando sobre a importância do tratamento psiquiátrico, e segundo ele “se não fosse o tratamento psiquiátrico, não teria feito nem 20% do que fiz em minha vida”.  Chico chamou atenção para a falta de um nome para descrever esse preconceito, assim como existe para Homofobia e Racismo. E foi uma ideia de gênio, como todas as que ele tinha. Ficou estabelecido o dia 12 de abril como Dia Nacional de Enfrentamento à Psicobofia.

Hoje, a Psicofobia é uma campanha de muito sucesso e já recebeu apoio de muitas personalidades como o locutor esportivo Luciano do Valle, o ator Reynaldo Gianecchini, a atriz Bárbara Paz, o jornalista e escritor Ruy Castro, a atriz Luiza Tomé, os ex- esportistas Romário, Ronaldinho Gaúcho, Felipão, o tenista Guga, o pugilista Popó, e muitos outros. Vale lembrar que todos eles apoiam a campanha sem cobrar nada, simplesmente conheceram a campanha e entenderam a importância da causa. Por isso agradecemos muito ao Chico Anysio por ter sido a força motriz de todo esse processo.

Além dos famosos, a sociedade está participando ativamente da nossa campanha. Divulgamos em nossas redes sociais fotos de pessoas do mundo inteiro, que nos apoiam, se declarando contra a Psicofobia. Durante esse período temos recebido e-mails e mensagens de pessoas que sofrem com a Psicofobia agradecendo pelo nosso trabalho e a nossa campanha, e as histórias vão aumentando em nossas caixas e a nossa certeza que estamos seguindo o caminho correto. Tudo isso é por eles.

Está tramitando no Senado Federal o PLS nº 74, de 2014, de autoria do Senador Paulo Davim, que torna a Psicofobia (atitudes preconceituosas e discriminatórias contra os deficientes e os portadores transtornos mentais) um crime, assim como é a Homofobia e o Racismo. Nós pretendemos com isso divulgar que existe o preconceito, que até então era desconhecido, e que devemos combatê-lo para ajudar 50 milhões de portadores de transtornos mentais que sofrem preconceito só no Brasil.

 FONTE: https://www.psicofobia.com.br/

 

 


terça-feira, 12 de janeiro de 2021

Janeiro Branco

 

O Janeiro Branco é uma campanha ao estilo da Campanha Outubro Rosa e da Campanha Novembro Azul.

O seu objetivo é chamar a atenção da humanidade para as questões e necessidades relacionadas à Saúde Mental e Emocional das pessoas e das instituições humanas.

Uma humanidade mais saudável pressupõe um cultura da Saúde Mental no mundo!

Por que Janeiro Branco?

Porque, no primeiro mês do ano, em termos simbólicos e culturais, as pessoas estão mais propensas a pensarem em suas vidas, em suas relações sociais, em suas condições de existência, em suas emoções e em seus sentidos existenciais.

E, como em uma “folha ou em uma tela em branco”, todas as pessoas podem ser inspiradas a escreverem ou a reescreverem as suas próprias histórias de vida.

O que o Janeiro Branco realiza?

O Janeiro Branco promove palestras, palestras-relâmpago, oficinas, cursos, workshops, entrevistas midiáticas, caminhadas, rodas de conversa e abordagem de pessoas em todos os lugares nos quais as pessoas  se encontram: ruas, praças, igrejas, empresas, residências, academias, shoppings, hospitais, prefeituras etc. Em janeiro de 2021, por causa da pandemia do Covid-19, a Campanha tem priorizado espaços abertos e meios online. Entre em contato!

 Janeiro Branco

domingo, 29 de novembro de 2020

Transtorno de Personalidade Emocionalmente Instável (ou Transtorno de Personalidade com Instabilidade Emocional)

 


O Transtorno de Personalidade Emocionalmente Instável (ou Transtorno de Personalidade com Instabilidade Emocional) é um diagnóstico psiquiátrico equivalente ao Transtorno de Personalidade Borderline pertencente ao manual de classificação CID-10 (da Organização Mundial da Saúde). O diagnóstico difere significantemente daquele do manual DSM-IV usado pela Associação Americana de Psiquiatria.

É caracterizado pela tendência a agir de modo imprevisível e impulsivo, sem consideração pela consequência; humor imprevisível e instável; tendência a acesso de cólera e incapacidade de controlar o comportamento impulsivo; tendência a adotar comportamento explosivo e a entrar em conflito com os outros, particularmente quando os atos impulsivos são contrariados ou censurados. Existem 2 Subtipos desse transtorno: impulsivo e Borderline.

 

A Classificação Internacional de Doenças - Volume 10 da Organização Mundial da Saúde divide o transtorno de personalidade emocionalmente instável (Código: F60.3) em dois subtipos: o tipo impulsivo e o tipo Borderline.

 

F60.30 – Tipo Impulsivo

1. O critério geral de transtorno de personalidade deve ser alcançado.

2. Pelo menos três dos seguintes sintomas abaixo devem estar presentes; é obrigatória a presença do sintoma B:

a. Tendência em agir impulsivamente e sem consideração com as consequências;

b. Tendência a ter um comportamento briguento e entrar em conflito com os outros, especialmente quando os atos violentos são contrariados ou criticados;

c. Tendência a explosões de ira e violência, com incapacidade de controlar os resultados subsequentes;

d. Dificuldade em manter qualquer ação que não ofereça recompensa imediata;

e. Humor instável e caprichoso.

Também é conhecido como Transtorno de Personalidade Explosivo e Agressivo.

 

F60.31 – Tipo Borderline

1. O critério geral de transtorno de personalidade deve ser alcançado.

2. Pelo menos três dos sintomas mencionados no critério 2. do Tipo Impulsivo (F60.30) devem estar presentes. Em adição, pelo menos dois dos sintomas abaixo devem estar presentes:

a. Perturbações e incertezas sobre a autoimagem, metas, preferências internas (incluindo sexualidade);

b. Tendência a se envolver em relações intensas e instáveis, sempre levando a crises emocionais;

c. Esforços excessivos para se evitar abandono;

d. Atos ou ameaças recorrentes de autolesão ou suicídio;

e. Sentimentos crônicos de vazio.

Diz respeito ao Transtorno de Personalidade Borderline propriamente dito.

terça-feira, 5 de maio de 2020

Como melhorar a sua saúde mental



Um bom estado de saúde mental se caracteriza pela canalização das emoções através de pensamentos positivos. Supõe ter uma maior confiança diante dos desafios que a vida impõe e boa disposição para construir relações duradouras e de afeto mútuo com os outros.

Há indicadores de uma boa saúde mental. Entre outros, podemos citar o bom humor e a exaltação pela vida; uma disposição clara e variada ao aprendizado permanente; desejos de experimentar novidades; uma constante renovação de propósitos para a vida.

Desfrutar do tempo livre desenvolvendo atividades prazerosas e estimulantes não só amplia a nossa visão de mundo, como também nos conecta com nós mesmos e o nosso desejo de viver.

O isolamento e a solidão não são bons conselheiros, exceto quando o objetivo é ler um bom livro, fazer exercícios de meditação ou tirar um tempo para refletir sobre algo que nos preocupa profundamente.

Os estados de isolamento prolongados afetam o equilíbrio das emoções e inclusive a saúde física, a menos que você seja um mestre de meditação, ou que existam circunstâncias concretas que exijam solidão para poder realizar uma tarefa. Nos outros casos, não há razão para que esses estados se prolonguem.

O uso de certas substâncias também deteriora a saúde mental. Não devemos abusar do consumo de remédios, álcool ou tabaco. Também não devemos acreditar nos elixires que algumas drogas prometem. O melhor é evitar as substâncias que podem lesionar o sistema nervoso ou afetar o cérebro de forma negativa.

Também existem alguns hábitos cotidianos que não ajudam a manter um equilíbrio emocional e mental adequado. Ver televisão em excesso, ou por simples tédio, é algo que atordoa mais do que entretém. Cria a ilusão de estar se comunicando com outros, mas ao mesmo tempo isola a pessoa do convívio social.

A primeira coisa a fazer é promover o cuidado do seu corpo. Nada mais certo do que a frase “corpo são, mente sã”. Cuidar-se significa dormir bem, alimentar-se adequadamente e realizar algum tipo de exercício físico periodicamente.

Tão importante quanto atender o seu corpo é enriquecer os vínculos com as pessoas que o rodeiam. É importante se relacionar de forma ativa com familiares e amigos ou colegas, não simplesmente por costume. Dedique tempo às pessoas que são importantes para você.

Se você experimenta estados de angústia ou tristeza, seria bom realizar alguma prática de relaxamento. Não se trata de mudar a sua vida para ser como Dalai Lama, e sim de introduzir rotinas físicas que lhe farão muito bem.

O melhor é realizar exercícios de relaxamento que envolvam todo o seu corpo, juntamente com práticas de respiração profunda e controlada. Isto irá equilibrá-lo além de melhorar a sua capacidade de desenvolver os processos criativos.

Ler um bom livro, escrever ensaios curtos sobre o cotidiano, desfrutar de uma peça ou concerto, fotografar o amanhecer ou olhar o céu estrelado através de um telescópio são atitudes que o ajudarão a estimular enormemente a sua inteligência emocional.

Entrar em contato com a natureza não é apenas revitalizante em termos de bem-estar, mas também gera estados de tranquilidade e contemplação, necessários e importantes para o espírito.

Ter passatempos estimulantes aumenta a sua alegria de viver e lhe permite conhecer e interagir com pessoas de idades diversas e mentalidades diferentes.

E logicamente, uma das coisas mais importantes, estar em contato consigo mesmo. Descobrir-se, aceitar-se, superar-se e amar-se. Tarefas fundamentais que servem de sustentação para o resto das atividades e habilidades.

Fonte: https://amenteemaravilhosa.com.br/melhorar-saude-mental/

domingo, 5 de abril de 2020

Tratamento TAB


Para a pessoa com TAB (Transtorno Afetivo Bipolar), é necessário que haja um autoconhecimento e o conhecimento do TAB. E, isso só é possível, quando seguimos o tratamento e buscamos conhecer o TAB de forma verdadeira e o melhor possível. Procurei livros escritos por psiquiatra, o qual destaco UMA MENTE INQUIETA de KAY REDFIELD JAMISON, cuja narrativa descreve  toda a sua luta no conhecimento da bipolaridade, como seu autoconhecimento enquanto psicóloga/psiquiatra e como pessoa com bipolaridade. Uma narrativa linda, sofrida e permeada de descobertas. Sua importante contribuição nas pesquisas do lítio e suas estratégias ao criar um ambulatório para a patologia, dentro de uma importante universidade. Simplesmente, imperdível. Os artigos científicos e blogs médicos, também ajudam de forma imensurável.


sábado, 4 de abril de 2020

O melhor da vida é viver!!


Viver e ser feliz, sem preocupar-se com o que dizem ou pensam os outros.
Viver sentindo o toque da brisa mais suave, a mais bela das melodias, o mais inebriante dos aromas, o mais puro sorriso das crianças, o melhor de todos os desejos... viver a plenitude dada por Deus.
"Viver e não ter a vergonha de ser feliz"...
Simples assim!!
Quero viver o que me foi ofertado gratuitamente por Deus.
Afinal, "dane-se o mundo que eu não me chamo Raimundo!" (risos)
Ter opinião não é ser dono da verdade absoluta. É pensar, opinar, concordar, discordar, "refletir" acerca daquilo tudo que o rodeia. É viver de forma plena, a sua liberdade!
Viva e deixe viver!

30 de março - Dia Mundial do Transtorno Bipolar





🙃☹😊
Dia Mundial do Transtorno Bipolar
☹🙃
A data é celebrada no dia do aniversário do pintor holandês Vincent Van Gogh, que foi diagnosticado, postumamente, como provável portador do transtorno. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o transtorno afetivo bipolar atinge atualmente cerca de 140 milhões de pessoas no mundo e é considerada uma das principais causas de incapacidade. 
O objetivo da celebração é chamar a atenção mundial para os transtornos bipolares, eliminar o estigma social e levar informação à população, educando e sensibilizando para a doença, que representa um desafio significativo para pacientes, profissionais de saúde, familiares e comunidade.
A causa exata do transtorno afetivo bipolar é desconhecida. No entanto, estudos sugerem que o problema pode estar associado a alterações em certas áreas do cérebro e nos níveis de vários neurotransmissores, como noradrenalina e serotonina. Esse desequilíbrio reflete uma base genética ou hereditária para o transtorno, que tem como principais características episódios depressivos alternados com episódios de euforia (também chamada de mania ou hipomania, dependendo da intensidade e da duração) e casos em que há uma mescla dos episódios depressivos com os de euforia.

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Quem é a Autora do Blog na Saúde Mental?


Olá!
Eu sou Rebecca. Tudo bem?
Tenho mais de 20 anos e menos de 100... (risos) e poderia ser qualquer um de vocês. 
Nasci em uma família de grandes dificuldades financeiras e no meio de cinco irmãos. Sempre estudei em escola pública. Fiz faculdade pública, especialização (nove) e mestrado público. Meu pai sempre teve esse orgulho: formou filhos.
Mas para mim, tudo foi muito difícil. Eu era inquieta, briguenta, birrenta. Vez ou outra ia parar na direção ou chamavam minha mãe. Apanhar? Qual dia não acontecia? Ter nota DEZ ou próximo a isso, não satisfazia. Eu brigava até com os meninos. "Matava" aula. Escolhia as aulas que eu queria assistir. 
Fui "convidada" a sair de casa por não ser mais virgem, ainda na adolescência (um parente me acolheu). Logo depois, passei no vestibular e casei.
Então descobri que eu era HIPERATIVA. Isso justificava e explicava muita coisa. Mas à época, a compreensão e aceitação era mínima.
Passados alguns anos, me diagnosticaram com bipolaridade. Fugi do médico como o diabo foge da cruz. Jamais aceitaria esse diagnóstico.
Mais algum tempo passou-se, e o diagnóstico veio assombrar-me uma outra vez com outro médico.
Agora, já passaram-se cerca de 15 anos do primeiro diagnóstico. E outra vez, um médico me diz o mesmo, BIPOLARIDADE. Desta vez, eu não tinha como fugir. Eu não poderia estar certa e estes três médicos errados. 
Discutimos algumas coisas e fui refletir. Fiz uma espécie de linha do tempo, onde eu registrei pontos importantes da minha vida e a forma como lidei com acontecimentos e minhas reações. Voltei ao médico e discutimos os registros, o tratamento e minha mudança de vida.
Nunca aceitei ser chamada de "bipolar". Não sou. Eu TENHO. Não nasci Rebecca. Eu me tornei Rebecca. EU TENHO bipolaridade. É uma condição à minha imposta.
Uma coisa que não registrei nesse meu percurso, foi que atentei contra a minha vida em várias fases. E a primeira, eu tinha apenas 12 anos...
Então para iniciarmos o tratamento, vamos ao medicamento e a longa trajetória de acertos e erros nas dosagens, até conseguirmos equilibrar e estabilizar. Mas não é apenas isso. A terapia semanal precisa estar presente. A atividade física é mais que necessária. Sem ela, com apenas a medicação, não conseguimos. E o PRINCIPAL de todo esse conjunto: QUERER. Há dias que é super difícil levantar. TENTE. Você consegue. É apenas o PRIMEIRO passo.
Há pessoas que não nos querem ver bem e que não nos ajudarão. Isto acontece com QUALQUER pessoa. Inclusive quem não tem o nosso ADOECIMENTO. 

Pense assim: DANE-SE! (embora eu prefira o FODA-SE!)
É libertador!! E como é...

sexta-feira, 23 de agosto de 2019

O que é saúde mental?



A maior parte das pessoas, quando ouvem falar em “Saúde Mental” pensam em “Doença Mental”. Mas, a saúde mental implica muito mais que a ausência de doenças mentais.
Pessoas mentalmente saudáveis compreendem que ninguém é perfeito, que todos possuem limites e que não se pode ser tudo para todos. Elas vivenciam diariamente uma série de emoções como alegria, amor, satisfação, tristeza, raiva e frustração. São capazes de enfrentar os desafios e as mudanças da vida cotidiana com equilíbrio e sabem procurar ajuda quando têm dificuldade em lidar com conflitos, perturbações, traumas ou transições importantes nos diferentes ciclos da vida.
A Saúde Mental de uma pessoa está relacionada à forma como ela reage às exigências da vida e ao modo como harmoniza seus desejos, capacidades, ambições, ideias e emoções.

TER SAÚDE MENTAL É...

- Estar bem consigo mesmo e com os outros;
- Aceitar as exigências da vida;
- Saber lidar com as boas emoções e também com aquelas desagradáveis, mas que fazem parte da vida;
- Reconhecer seus limites e buscar ajuda quando necessário;

LEMBRE-SE

Todas as pessoas podem apresentar sinais de sofrimento psíquico em alguma fase da vida.

PARA MANTER SUA SAÚDE MENTAL EM DIA...

- Mantenha sentimentos positivos consigo, com os outros e com a vida;
- Aceite-se e às outras pessoas com suas qualidades e limitações;
- Evite consumo de álcool, cigarro e medicamentos sem prescrição médica
- Não use drogas;
- Pratique sexo seguro;
- Reserve tempo em sua vida para o lazer, a convivência com os amigos e com a família;
- Mantenha bons hábitos alimentares, durma bem e pratique atividades físicas regularmente.




Retirado do site: http://www.saude.pr.gov.br/
Divisão de Saúde Mental